Se ele pudesse contar quantas vezes se apaixonou, de verdade, seriam cinco.
E de todas as cinco , a mais arrebatadora foi a terceira. Definitivamente.
Descobriu quando já não moravam na mesma cidade. O primeiro encontro foi cena de filme de romance: com direito a trilha sonora alegre imaginária, abraço em pleno ar com uma câmera girando em volta deles, orquestra rufando acordes agudos e intensos na hora do beijo. O beijo, ah…o beijo ah. Uma expressão que lhe vem a mente quando pensa naquele instante é “Uma boca desagua na outra”. Define.
Desde o primeiro encontro houve um “até logo” e não um “adeus”. Ele queria voltar a vê-la, ela lhe evitava para assim não se apaixonar. Ocasionalmente o encontro acontecia, mas ele via que era algo delicado - e um tanto incerto - porém aprazível com toda certeza. Sempre.
O tempo veio, ele se apaixonou por outra , e outra, e outra depois…e caiu em desgraça por todas estas damas posteriores. Menos pela terceira das cinco, a anterior aos seguidos tropeços do coração. A única que nunca deu motivos ou desgostos de afasto. Até hoje é a que mais lhe dá respaldos e sabe levar o sentimento.
“-Te adoro, muito! Você é lindo!”
A cada encontro fica mais fácil entender a alma alheia, melhor de aproveitar a presença pacífica e ao mesmo tempo atordoante do outro, e as horas - vorazes e mordazes vilãs dessa história, junto a geografia - se transformam em minutinhos para os dois.
O maior desejo dele é poder estar em um mesmo solo, em um mesmo perímetro que o dela Assim poderia pertencê-la, como sempre quis.
E ela sabe disso, e gosta de saber.
O crush mais arrebatador de todos colhe frutos (sazonais e freqüentes) até hoje.
Foi a terceira vez que alguem em seu coração bateu, e a primeira que já foi dizendo “Oi :) Lindo!”, entrando em seguida sem perguntar e deitando no sofá: esticou as pernas, tirou o tênis, puxou uma almofada , ligou a tv no jogo, se acomodou e me chamou pra sentar .
E nunca mais saiu de lá.
1 pila por coração no peito.
September 28, 2009
Un buén dia nasció el Tango