Não sei nem como isso aconteceu direito, mas agora meu estômago embrulha quando eu a vejo. Era palpitação e euforia, mas desde que eu entendi a mudança do passo da dança virou remorso e um gelo na espinha.
Nunca a tive, e acabei de perdê-la.
Não sei nem como isso aconteceu direito, mas agora meu estômago embrulha quando eu a vejo. Era palpitação e euforia, mas desde que eu entendi a mudança do passo da dança virou remorso e um gelo na espinha.
Nunca a tive, e acabei de perdê-la.
Essa é mais uma daquelas histórias de gente que acaba gostando de alguém próximo, e não faz a menor idéia de como não estragar tudo.
Outro dia, estava eu chateado com alguns amigos. Ela me veio, depois de muito tempo sem me ver, com chateações parecidas a respeito das mesmas pessoas. Poucos sabem o bel prazer que reside em dividir uma raiva em comum, mas nós bem sabíamos. E eu estava muito feliz, pois além disso, essa guria é muito linda.
E se já não sinto os teus sinais?
Pode ser de a vida acostumar….
…será…
..morena?
Acho que é isso. Já acho difícil demais captar tua atenção. O que antes te chamava atenção e me tornava o cara mais lindo e elogiado por segundo no mundo, já não surte tanto efeito.
Devo ter passado da validade.
O destino, sagaz, sorriu com ar sarcástico pra mim, e acenou “way to go!”.
Agora há pouco, morri de saudades.
Morri por muitas dessas saudades, cada uma de várias, uma a uma.
Descendo a rua senti vontade de te por pro lado certo da calçada (que é o de dentro, claro. Isso não me escapava). Mais pra frente, uma senhora engraçada passou falando com o cachorro, minha cabeça sondou o perímetro atrás de comentar cochichos indisfarçáveis. Você era rápida, imitava mesmo sem sair direito, e estourava uma risada deliciosa de se ouvir, fazendo discorrer sobre o que o cachorro estava achando daquilo.
Passei depois pela fachada dos correios, refletora azul de imagens dos calçadistas (Andar pela domingos virou modalidade. Calçadas da vila mariana, terríveis!) e quis tirar foto bem arrumados, em movimento, ou tentar até conseguir uma quase boa. E pensei em te comprar um oclão que combinasse com a tua franja recém cortada e te inventar um apelido na hora.
Daí me bateu a vontade de assistir a um filme na Paulista. Ou Santa Cruz ? Tanto faz. Filme com artista engraçado, tipo Borat, não tem nenhum? Ou melhor, dessa vez você podia escolher, que eu assistiria até ao Gael (mentira, Gael não).
De repente um vento gelado, encanado pelo corredor de prédios, eu tava sem casaco.
Outro dia vi em algum tumblr de guria tumblr, algo que dizia assim:
MEU PAR IDEAL tem que ser assim:
-fazer tal coisa
-não fazer outra coisa
-agir desse jeito, e também desse outro
-se não nem quero
Condicional!
Vez outra fiz também restrições e eleições demais para o cargo do coração, e vi que não vale a pena.
O bom do amor é vir em forma de gente mesmo. Que erra, peca, que tem defeitos chatos e engraçados. Que tenha muita graça, uma graça peculiar, que se alia a algum defeito dado momento.
Um amor pra rir e chorar, sem tanta segurança por pré-requisito, a boa surpresa!
De se jogar e de entrega.
E ao coração que teima em bater
avisa que é de se entregar o viver#sai de mim vestibular do amor!#
Andava me esquecendo de como ser romântico.
“Fast-foods” sentimentais me sugaram a vontade de pensar algo a mais sobre os momentos a dois. Não quis continuidade em nenhuma, desisti um pouco de me extender pra alguém a cada qualquer.
Então te vi de novo e me curei.
Você não tem idéia de como é bom pensar em você e nesse seu cheiro de pele ruiva.
É diferente. Tem calor, tem intensidade. É extrasensorial.
Ah como eu queria poder chegar em casa e dividir a primeira besteira sobre meu dia, pra te ver sorrir. E te beijar a face, imitar o vídeo, cair na risada. E sendo eu mesmo contigo, me sinto o maior entre os homens.
Ser romântico tem de novo sentido, calor e intensidade. Você é extrasensorialmente demais.
“*suspiro profundo”.
Um monte de sentimentos me invadiram naquele momento do abraço de despedida, com o suspiro acalmado. Há quanto tempo não ouvia um suspiro como esse.
Não era em hora de sexo, não era de estress de fim de tarde, nem tampouco um suspiro de ansiedade. Foi um suspiro bom, daqueles que você ouve quando a pessoa está completamente segura contigo, e te diz isso sem falar. Só suspirando.
O momento teve menos de 3 segundos, mas está tatuado na mente.
Coisas bonitas assim são para sempre, e eu quero ouvir mais vezes o suspiro da calma.
Olhar perdido. Pois sim, no meio daquela multidão empovorosa pelo show do Faith no More que viria, era a única reação óbvia de quem espera encontrar alguém.
Deftones já mandava metade do show, todos gritavam e se empurravam, uns choravam e outros protegiam o nariz do pó que subia, outros gastavam seus salários em bebidas superfaturadas, mas nada abalava a constância do olhar que procurava. Vez ou outra cantava alto pro tempo passar mais rápido, ou pra ser achada. Nunca vou saber.
Quando o olhar desistiu de procurar, da confusão a frente rompeu outro olhar atravessando todos os empolgados presentes. Veio certo, sem dúvidas, rápido, preciso, havia achado o oasis no meio do deserto finalmente.
E o encontro foi assim: um abraço que levou 3 músicas, girando no ar, em slow motion, e depois bocas se cumprimentaram. Se cumprimentaram, de verdade, não como esses beijos de balada apressados em lamber amídalas alheias, elas se cumprimentaram, como dizendo sem dizer
-Olá…
-…olá
-….quanto tempo..
-…nem me fale…
ou algo assim.
E ficaram lá, sem mover as bocas em direções aleatórias, apenas as mantendo tocadas e envolvidas uma na outra por um bom tempo. Aliás, ‘bom tempo’ define precisamente. E dos olhos dela, a lágrima se soltou junto de um sorriso que terminou o primeiro movimento do longo beijo. Você já viu um olhar sorrir? É lindo.
Eu testemunhei isso tudo sem sentir inveja nem nada parecido.
Só saudades.
Foi anunciado nosso próximo encontro: em 1 semana
.
Aimeudeus quanta ansiedade, quanta vontade dela! Pensei nisso quando acordei, lembrei da nossa última presença - e diga-se de passagem, foram horas juntos com sensação temporal de 15 minutos - e senti saudades. Saudades pra dar de balde.
Então eu me levantei, fui ver meu celular, 15 minutos antes do despertador. NÃÃÃÃÃO! Só que antes de eu ficar bravo por causa da soneca interrompida antes de ‘ativar o modo soneca’, percebi o ícone de mensagens. Era ela. 2 mensagens cheias de saudades e com aquele inconfundível cheiro de pele ruiva anexado de forma inexplicável (assim, como mágica mesmo). Meu dia rendeu muito mais do que renderam os dias até então. 6 dias nos separavam.
Se ele pudesse contar quantas vezes se apaixonou, de verdade, seriam cinco.
E de todas as cinco , a mais arrebatadora foi a terceira. Definitivamente.
Descobriu quando já não moravam na mesma cidade. O primeiro encontro foi cena de filme de romance: com direito a trilha sonora alegre imaginária, abraço em pleno ar com uma câmera girando em volta deles, orquestra rufando acordes agudos e intensos na hora do beijo. O beijo, ah…o beijo ah. Uma expressão que lhe vem a mente quando pensa naquele instante é “Uma boca desagua na outra”. Define.
Desde o primeiro encontro houve um “até logo” e não um “adeus”. Ele queria voltar a vê-la, ela lhe evitava para assim não se apaixonar. Ocasionalmente o encontro acontecia, mas ele via que era algo delicado - e um tanto incerto - porém aprazível com toda certeza. Sempre.